O Petróleo em Cena

O petróleo, apesar de já ser conhecido anteriormente, passou a ser explorado em meados do século XIX e utilizado em larga escala a partir da criação dos motores movidos a gasolina ou a óleo diesel. Na década de 70, o petróleo representava o carro chefe da economia, correspondendo a quase 50% do consumo mundial de energia e, mesmo que atualmente seu uso esteja dando lugar a fontes alternativas de energia, ainda é uma das fontes de energia mais utilizadas no mundo.

A importância do petróleo reside no fato de a humanidade ser, em sua maior parte, dependente do uso de seus derivados. A Agência Internacional de Energia estima que cerca de 60% da produção energética mundial advenha desse recurso. Assim, considerando que o nível de consumo de um país está diretamente relacionado ao seu poderio econômico, podemos dizer que quanto mais desenvolvido for um Estado, mais dependente do petróleo ele tornar-se-á.

O petróleo não é apenas utilizado como combustível. Ele possui outros usos, como a produção de plástico, colchões, solventes, tintas e lubrificantes. Por esse motivo, esse recurso possui um peso de ouro na economia internacional, que é bastante vulnerável às oscilações do seu preço, a exemplo do que aconteceu na década de 1970, na chamada Crise do Petróleo.

Assim, aquela nação que possuir um maior controle sobre a produção e exportação de petróleo fatalmente ficará em uma posição confortável nos cenários político e econômico globais, o que revela a importância da compreensão dessa questão na atualidade.

Os principais atores na Geopolítica do Petróleo são aqueles países que possuem amplas reservas desse recurso e também aqueles que o consomem em grande quantidade. Assim, os membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) fazem parte dessa dinâmica, além de outras nações como os Estados Unidos e China, que estão entre os maiores consumidores da atualidade.

É interessante notar que os países que mais produzem e também que possuem maiores reservas estiveram recentemente envolvidos, de uma forma ou de outra, em questões diplomáticas ou militares. Citam-se os casos da Venezuela, que segue uma postura de questionamentos e tensões com os EUA, assim como a Líbia, recentemente invadida pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no contexto da Primavera Árabe. Isso explica também, ao menos em partes, o porquê de o Oriente Médio ser tão instável politicamente, afinal, essa região é responsável por 60% da produção mundial de petróleo.

O Brasil também está entre os grandes produtores de petróleo no mundo. As descobertas das reservas na região do pré-sal, bem como os recentes processos que envolveram o leilão das concessões de exploração no campo de Libra, intensificaram a presença brasileira no contexto dessa questão. Inclusive, descobriu-se em 2013 que a Petrobras chegou a ser espionada pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, que estava à procura de informações detalhadas sobre o petróleo brasileiro.

Tendo como pano de fundo o petróleo, trazemos dois excelentes filmes que, apesar de abordarem de diferentes perspectivas essa temática, sintetizam a busca gananciosa pelo poder.

SYRIANA- A INDÚSTRIA DO PETRÓLEO (2006)

O filme foca-se na política de petróleo, e na influência global da indústria petrolífera, cujos efeitos políticos, econômicos, jurídicos e sociais, são sentidos por um agente da CIA (George Clooney), um analista de energia (Matt Damon), um advogado de Washington (Jeffrey Wright), e um jovem trabalhador desempregado paquistanês (Mazhar Munir), em um país árabe no Golfo Pérsico.

SANGUE NEGRO (2007)

Virada para o século 20, na fronteira da Califórnia, Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um derrotado mineiro que ocupa seu tempo cuidando do filho. Um dia ele fica sabendo que no vilarejo de Little Boston o petróleo jorra do solo, e decide partir para lá. Daniel e seu filho se arriscam e logo encontram um poço de petróleo, que lhes traz riqueza, mas também muitos conflitos

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