Quando um espaço nasce forjado por métodos canalhas, sorrateiros e traiçoeiros, ele já vem ao mundo apodrecido. Não importa o discurso, o verniz cultural ou a retórica de cuidado: as marcas da origem permanecem. E, curiosamente, essas práticas costumam se esconder atrás de nomes suaves, afetivos, quase maternos — redes que se apresentam como união, mas operam na sombra, confundindo irmandade com conveniência.
Suas lideranças normalmente se apresentam como articuladoras progressistas, com discurso encantador e inimigos dignos de serem combatidos com união, amor e coletivismo corporativo. No entanto, o que se constata, de fato, é o aparelhamento, utilizando o espaço para intimidar, coagir e perseguir outras pessoas.
Uma situação que cada vez mais fica evidente nas nossas relações. O neoliberalismo atravessado nos corpos, mesmo naqueles que insistem, de forma mentirosa e ardilosa, em se apresentar como referências da libertação do fascismo, da estupidez, da miséria e do patriarcado.
Uma lástima para aqueles que insistem em tentar se desvincular da teia neoliberal que cada vez mais nos leva a uma sociedade ruim e degradante, tanto no mundo quanto aqui na Saramandaia.
Esse texto fala um pouco sobre coerência e reflexão acerca do modo como agimos para tentar, de todas as formas, alcançar aquilo que queremos. Até que ponto posso ir para alcançar os meus objetivos?
Não entendeu nada?
Bom, o problema é seu.











