Festival "Porto Alegre em Cena"; confira Programação - Tem que ver
domingo, setembro 26, 2021

A 27ª edição do Porto Alegre Em Cena, que estreia no dia 21 de outubro e encerra no dia 31 de outubro, é uma mostra da reivenção e da transformação da arte e a forma como o público assiste e entende o teatro. Os palcos agora são virtuais, assim como as ruas de Porto Alegre e a casa de cada um dos espectadores. A proposta consiste em uma nova forma de teatro.

Serão utilizadas plataformas de comunicação digital, como tantos outros já fazem, mas o Em Cena também vai interagir com o público de uma forma que nuca foi feita. Serão apresentações individuais, locais, internacionais, nacionais, lives, discussões e o formato será por meio de projeções, ligação telefônica, WhattsApp, Zoom, e-mail, Instagram, YouTube, Spotify, Deezer.

Neste ano, os palcos de teatros locais não serão ocupados pelo festival, mas o preenchimento será feito com novas ideias de manifestações, de criações e de espetáculos. O isolamento social não exige isolamento cultural. E a 27ª edição do Porto Alegre Em Cena será, ao mesmo tempo, a prova disto e um registro histórico de como fazer teatro em um cenário tão adverso como o atual.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

 

Dia 21/10:
16h – Conversa em cena
17h – Ritual de Sobrevivência Urbana
18h – Conversa em cena
19h – Grupo teatral local inscrito e selecionado
20h – Emquadros
20h30 – Body A
21h – Vertigem
21h – A Marcha à Ré
Body A
É um vídeo instalação de Colette Sadler e Mikko Gaestel. Faz uso de um objeto monolítico solitário para vasculhar relíquias do ser humano, seus gestos, imagens e artefatos. Sem carne, sem desejo, sem morte, essa agência algorítmica especula a partir da perspectiva da alteridade futura. Em um Learning From The Future os autores inventaram um corpo protótipo que tem o nome de Body A. E só tem esse corpo, ou seja, ele não é social e não vive em comunidade. O corpo na peça reenquadra a ideia de tecnologia e testa limites sobre a relação entre humano e não humano, entre corpo e dados/ informação.
A Marcha à Ré
Performance-filme como luto político, A Marcha à Ré é uma performance-filme criada pelo Teatro da Vertigem em colaboração com Nuno Ramos, comissionada pela 11ª. Bienal de Berlim, e filmada por Eryk Rocha. Trata-se de um cortejo de veículos que se deslocará em sentido inverso do usual, em marcha à ré. Durante o percurso, haverá uma dramaturgia sonora composta, em parte, de sonoridades emitidas pelos veículos que remetem ao som de respiradores utilizados no tratamento de pacientes com coronavírus, que necessitam de ventilação mecânica em unidades de terapia intensiva (UTI). O trabalho foi concebido com base na atual situação sociopolítica no Brasil marcada por atitudes negligentes, de um governo de extrema direita, em relação à pandemia do COVID-19, assim como de ações autoritárias contra a ciência e os direitos humanos, liberdade de expressão artística e de livre pensamento, afetando artistas, jornalistas, universidades públicas, bem como a comunidade afro-brasileira, mulheres, indígenas e LGBTQI+.
Dia 22/10:
12h – Valéria Barcellos
16h – Conversa em cena
17h – Ritual da Sobrevivência Urbana
18h – Conversa em cena
19h – Grupo teatral local inscrito e selecionado
Das 19h às 23h30 – apresentações a cada 30 min. – Tudo que coube em uma VHS
20h – Emquadros
20h30 – Body A
Tudo que coube em uma VHS
Em Tudo que coube numa VHS, o público é conduzido por um percurso em que se torna cúmplice das memórias de um personagem, cristalizadas em torno das recordações sobre um relacionamento. A ação é acompanhada via web, por meio de uma série de plataformas virtuais de comunicação e entretenimento, numa experiência individual que transporta a uma nova esfera as relações de proximidade entre ator e espectador, recorrentes na obra do Grupo Magiluth.
Dia 23/10:
16h – Conversa em cena
17h – Pegadas no Ar
18h – Conversa em cena
19h – Grupo teatral local inscrito e selecionado
Das 19h às 23h30 – apresentações a cada 30 min. – Tudo que coube em uma VHS
20h – EmQuadros
20h30 – Body A
Dia 24/10:
12h – Live Valéria Barcellos
16h – Conversa em cena
17h –Pegadas no Ar
18h – Conversa em cena
19h – Grupo teatral local inscrito e selecionado
Das 19h às 23h30 – apresentações a cada 30 min. – Tudo que coube em uma VHS
20h – EmQuadros
20h30 – Body A
21h – Lançamento Sete Estrelas do Grande Carro 2015-2020: livro digital e galeria virtual – Teatro Máquina
Dia 25/10:
12h – Live Valéria Barcellos
16h – Conversa em cena
17h – Oasis Urbanos
18h – Conversas em cena
19h – Grupo teatral local inscrito e selecionado
Das 19h às 23h30 – apresentações a cada 30 min. – Tudo que coube em uma VHS
20h – EmQuadros
20h30 – Body A
Dia 26/10:
16h – Conversa em cena
17h – Oasis Urbanos
18h – Conversas em cena
19h – Grupo teatral local inscrito e selecionado
Das 19h às 23h30 – apresentações a cada 30 min. – Tudo que coube em uma VHS
20h – EmQuadros
20h30 – Body A
21h – Apresentação do texto Corpo do Futuro de Ricardo Cabaça
Dia 27/10:
12h – Live Valéria Barcellos
16h – Conversa em cena
17h – Que fim levaram todas as flores?
18h – Conversa em cena
19h – Grupo teatral local inscrito e selecionado
20h – EmQuadros
20h30 – Body A
21h – Master Class – Janaina Leite
Master Class – Janaina Leite
Documento, memória e autobiografia na cena contemporânea
Janaina Leite – artista e pesquisadora referente nacional, através de um encontro público, contará quais são as ferramentas teóricas e práticas de criação que fazem parte de sua pesquisa, e que culminaram na escrita do livro Autoescrituras Performativas: do diário à cena, publicado pela editora Perspectiva. Neste encontro serão abordados aspectos como o trabalho sobre arquivos, a noção de testemunho e os polêmicos debates em torno da autorrepresentação e da autoficção. Essa é a base de uma pesquisa extensa que Janaina realiza tanto em nível acadêmico
quanto artístico, culminando em espetáculos como Festa de Separação: um
documentário cênico, Conversas com meu pai e o mais recente Stabat Mater (Prêmio Shell de Dramaturgia e eleito melhor estreia de 2019 pelas críticas e críticos dos jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo). Após a exposição, composta de depoimento, registros fotográficos e fragmentos de vídeos, Janaina dialoga com o público.
Dia 28/10:
15h – Workshop dramaturgias híbridas e performativas – o potencial do documento como dispositivo de criação com Janaina Leite
16h – Conversa em cena
17h – Que fim levaram todas as flores?
17h – Juntos e Separados
18h – Conversa em cena
19h – Grupo teatral local inscrito e selecionado
20h – EmQuadros
20h30 – Body A
Workshop dramaturgias híbridas e performativas – o potencial do documento como dispositivo de criação com Janaina Leite
“O documento é mudo até que se lhe faça uma pergunta”. A frase de Paul Ricoeur nos provoca a pensar o real não como algo dado, mas como algo que responde a chamados. Entender essa condição viva do documento, entendê-lo forma relacional muito mais do que historicizante, nos coloca diante dos riscos, do imprevisível, da mobilidade dos jogos de ressignificação que o documento propõe. Dessa forma, mais do que registro, prova, monumento do vivido, o documento passa a ser disparador para as irrupções do real, do acaso, de produção de novas experiências. O workshop parte da experiência de Janaina Leite em trabalhos como “Conversas com meu pai” e “Stabat Mater”, além de referências na arte contemporânea, para pensar o lugar e potencial do documento na produção de dramaturgias híbridas e performativas, que trabalham nos limites entre arte e vida, acontecimento e representação, experiência e registro. A partir desse referencial, o workshop teórico-prático apresentará diferentes dispositivos para que você possa pensá-los em relação a suas pesquisas e aplicá-los no desenvolvimento de projetos autorais. Período: três encontros online (via zoom) seguidos, de duas horas cada (dias 28,29 e 30 de outubro, das 15h às 17h).
Juntos e Separados
É um jogo de interação entre nove pessoas que, a partir da condição de isolamento social e mediados pelas telas dos computadores, descobrem uma linguagem doméstica, íntima, precária e lúdica refletindo sobre os paradoxos da situação em que vivemos e a busca por uma nova subjetividade que dê conta do momento. Cada bailarino dança e performa ‘’live”’ a partir de seus computadores pessoais, em interação virtual com os outros bailarinos por meio das múltiplas telas do ambiente de videoconferência, explorando as ferramentas disponíveis específicas do aplicativo de reuniões virtuais.
Dia 29/10:
12h – Live com Valéria Barcellos
15h – Workshop dramaturgias híbridas e performativas – o potencial do documento como dispositivo de criação com Janaina Leite
16h – Conversa em cena
17h – Terminal
18h – Conversa em cena
18h – As I collapse
18h45 – As I collapse
19h – Grupo teatral local inscrito e selecionado
20h – EmQuadros
20h – As I Collapse
20h30 – Body A
20h45 – As I Collapse
As I Collapse
Definido como um trabalho coreográfico para um humano e milhões de seres microscópicos, a instalação é sobre a cognição e sensibilidade entre seres vivos explorados por meio do elemento água. O formato online oferece uma ponte segura pro distanciamento social entre o espaço físico que é habitado pelo público e o espaço físico que artistas habitam, englobando o espaço virtual compartilhado onde ocorre o encontro entre ambos. O cocriador em As I Collapse é a micro alga luminosa de nome Pyrocystis Fusiformis. Ela pode produzir luz quando exposta a movimentos repentinos, tornando essa alga invisível em visível – mesmo do espaço. Lançando sua luz azul brilhante sobre a superfície do oceano, girando em grandes e numerosos fluxos, elas produzem luz suficiente para torná-los visíveis do espaço sideral. Abordando esses dois aspectos diferentes de escala e a especial habilidade desse ser microscópico, a instalação elabora um jogo mental no encontro entre o corpo humano e a alga microscópica ao convidar nossos espectadores a se juntar a uma especulação coletiva.
Dia 30/10:
15h – Workshop dramaturgias híbridas e performativas – o potencial do documento como dispositivo de criação com Janaina Leite
16h – Conversa em cena
17h – Terminal
18h – Conversa em cena
18h – As I collapse
18h45 – As I collapse
19h – Grupo teatral local inscrito e selecionado
20h – EmQuadros
20h – As I collapse
20h30 – Body A
20h45 – As I collapse
21h – 22h – Apresentação de FORTE, resultado da residência artística da Inquieta Cia com artistas locais
Dia 31/10:
20h – Prêmio Braskem – Noite de premiação

 

Fonte: Sul21

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