Quando o calendário escolar vira imposição: O retrato da gestão sem diálogo e autoritária

Por Eduardo Ruppenthal*

Não é sobre trabalhar ou não!!! A questão da Quinta-Feira Santa é sobre respeito, consideração, conhecimento da rede pública estadual e autonomia das escolas e das comunidades. Gera confusão, tumultua e brinca com a vida dos trabalhadores em educação e das comunidades escolares.

O último ano de gestão da secretária tecnocrata da Raquel Teixeira no governo Leite/Gabrielzinho é a síntese de quem não conhece a rede, suas escolas e as comunidades escolares.

Calendário escolar imposto de cima para baixo, sem diálogo e tirando a autonomia das escolas e de suas direções. Desconsidera as comunidades e sua organização histórica das datas comemorativas, sociais e da coletividade construídas ao longo de décadas na rede.

Já não bastava terminar com o veraneio no Litoral do RS, pelo segundo ano seguido voltamos em fevereiro, este ano em plena Quarta-Feira de Cinzas, pela manhã. Agora a polêmica da Quinta-feira Santa, desmontando as atividades e organizações das escolas e impondo aulas em três turnos. O decreto nº 58.607, de 29 de janeiro de 2026, coloca como expediente matutino, 2 de abril – até 12 horas – Quinta-Feira Santa (quinta-feira).

Raquel Teixeira é representante das fundações privadas e gestora de gabinete, tecnocrata, com único objetivo de implementar a política neoliberal de educação. Da retirada de direitos históricos, do arrocho salarial dos funcionários e aposentados, ao adoecimento da categoria e agora ao leilão das escolas no processo de privatização.

*Professor da rede pública do estado do RS

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