Retrospectiva 2025

Quando o cinema insiste em pensar, apesar de tudo

Se o mundo parece empenhado em testar diariamente os limites do absurdo — entre guerras televisionadas, genocídios relativizados, cansaço coletivo crônico, colapsos climáticos anunciados e a já tradicional safadeza institucionalizada no pior Congresso Nacional da história do Brasil — o cinema, ao menos, segue tentando organizar o caos (ou não). Às vezes denunciando, às vezes fabulando, outras apenas olhando de frente para o abismo e perguntando: é isso mesmo?

Neste final de ano, o TemQueVer, em parceria com críticos e páginas amigas que levam o cinema a sério (sim, isso ainda existe), apresenta seus destaques cinematográficos de 2025. Uma curadoria que não promete conforto, mas entrega reflexão, incômodo e boas conversas — exatamente como gostamos.

Ao longo das próximas dias, o leitor encontrará críticas aprofundadas no site e posts nas páginas parceiras, assinadas por uma galera que entende cinema não como produto de algoritmo, mas como linguagem, política e gesto cultural.

Os destaques do ano:

Felipe de Souza escreve sobre The Alto Knights: Máfia e Poder, dirigido por Barry Levinson

Um retorno ao cinema de máfia que sabe que nostalgia sem crítica é só fetiche. Levinson articula poder, violência e decadência moral em tempos onde a máfia, muitas vezes, nem precisa mais se esconder.

Leonardo Lima analisa Cyclone — direção de Flávia Castro

Um filme que chega como força da natureza: imprevisível, incômodo e pouco interessado em agradar. Ideal para tempos em que tudo gira rápido demais e quase nada se sustenta.

Pablo Rodrigues encara Superman, dirigido por James Gunn

Em meio à saturação dos super-heróis, Gunn tenta (e provoca) uma pergunta essencial: ainda é possível acreditar em símbolos? Ou até o último herói virou apenas mais uma franquia cansada?

Sthefany Henriques escreve sobre A Garota Canhota — direção de Shih-Ching Tsou

Um filme sensível e político no detalhe, que desloca o olhar para as margens, para os gestos mínimos e para aquilo que o cinema hegemônico insiste em ignorar.

Viviane Monteiro analisa Conclave, dirigido por Edward Berger

Depois de Nada de Novo no Front, Berger retorna com um thriller político elegante e venenoso, onde fé, poder e hipocrisia caminham lado a lado — qualquer semelhança com o mundo real não é coincidência.

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