Fim de um Fracasso

Por Álvaro Nicotti*

O Brasil já dava sinais de que esse time caminhava para o fracasso. Abriu mão da posse de bola, acumulou passes errados e mostrou, mais uma vez, suas limitações técnicas e coletivas.

Então entra Neymar. A Noruega assume de vez o controle do jogo, marca dois gols e praticamente liquida a partida. No fim, ainda surge um pênalti, que ele converte e que poderia reacender uma última esperança. Mas a imagem que fica é a de Neymar discutindo com o goleiro, em vez de pegar a bola e tentar a mágica do empate. Naquele momento, pareceu mais preocupado consigo mesmo do que com a seleção.

Na real, sempre foi um pequeno cafajeste. Em função do bom futebol que apresentou lá atrás, conquistou uma legião de fãs, principalmente entre os jovens. Mas é um cara que representa muita toxicidade em todos os sentidos. Finalmente, essa geração encerra esse ciclo. Uma geração fracassada tanto no futebol quanto, muitas vezes, como homens.

Talvez essa eliminação represente, enfim, o encerramento desse ciclo. Uma geração que ficou devendo tanto no futebol quanto na postura de seus principais líderes.

Agora, o Brasil precisa começar de novo. Ancelotti é pra tentar o hexa em 2030. Renovar e limpar essa geração contaminada pelo Neymarismo

E isso passa também pela CBF, que há anos alimenta uma estrutura comandada por dirigentes que parecem muito mais preocupados com seus próprios interesses e contas bancárias do que com o futuro do futebol brasileiro, permitindo a farra de patrocinadores e empresários. Claro que sempre foi assim, mas esses últimos presidentes, além de corruptos, foram medíocres.

Afinal, futebol não se mistura com política… mas também nunca esteve separado dela.

*Professor, pesquisador e editor do TemQueVer

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