Rituais e Festas Bororo: o primeiro filme etnográfico da história é brasileiro?

 

Muito se fala de Nanook do Norte, documentário de 1922 dirigido por Robert Flaherty, como sendo o primeiro filme etnográfico. Este tipo de filme trata-se de uma obra cinematográfica não ficcional feita “a partir de uma longa convivência entre cineastas e povos nativos e que procura captar o ponto de vista daqueles que são filmados”, como diria a antropóloga Sylvia Caiuby Novaes.

Ainda que seja praticamente impossível estabelecer com precisão qual filme inaugurou a abordagem etnográfica no âmbito do cinema, há diversos bons candidatos a ocupar esse lugar de pioneirismo anteriormente à obra de Flaherty. Um deles é o curta documental brasileiro Rituais e Festas Bororo, de 1916, dirigido pelo então tenente Luiz Thomaz Reis, responsável pela Seção de Cinematografia e Fotografia da Comissão Rondon – empreitada estatal, de natureza expedicionária, capitaneada pelo marechal Cândido Rondon no início do século XX.

Na ocasião, Reis filmou, durante dez semanas, cerca de 350 indígenas Bororo que viviam em uma aldeia às margens do rio São Lourenço, a 100 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso. Para uma análise aprofundada sobre Rituais e Festas Bororo à luz dos propósitos da Comissão Rondon, recomendamos a leitura do artigo Rituais e festas Bororo: a construção da imagem do índio como “selvagem” na Comissão Rondon, escrito por Fernando de Tacca.

Assista abaixo ao curta de Luiz Thomaz Reis, disponível no YouTube do TemQueVer Cinema:

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