Grupo B: Canadá, Bósnia e Herzegovina, Catar e Suíça
Sede da última Copa do Mundo da FIFA realizada em 2022, o Catar se classificou pela primeira dentro de campo para o Mundial, contando com um elenco que combina experiência e ambição juvenil. Os catarianos obtiveram a vaga na quarta fase das Eliminatórias da AFC, quando superaram Omã e Emirados Árabes Unidos.
A seleção nacional do Catar é conhecida como Al-Annabi (que significa “O Marrom” ou “Os Carmesins”, em português), e tem como técnico o experiente espanhol Julen Lopetegui. Desta vez, espera-se um desempenho bem melhor da equipe, que, jogando em casa na Copa anterior, sofreu três derrotas incontestáveis, apesar das expectativas razoavelmente elevadas que se tinha quanto a uma boa campanha em sua primeira participação no torneio.

A história do cinema no Catar começou nos anos 1930, quando empresas petrolíferas promoviam exibições informais de filmes ao ar livre, uma novidade e tanto numa sociedade ainda mais conservadora do que a atual. Nas décadas de 1960 e 1970, o cinema se tornou um entretenimento popular – nessa época, foi inaugurada a primeira sala exibidora do país, a Gulf Cinema, com capacidade para mais de mil pessoas. O público ficava empolgado com as produções egípcias, indianas e de Hollywood que passavam no local.
Porém, a grande transformação ocorrida no âmbito cinematográfico catariano viria a acontecer no século XXI, em alinhamento com a chamada Visão Nacional do Catar 2030, iniciativa que busca diversificar a economia de modo sustentável e promover a cultura no país. A criação do Doha Film Institute (DFI), em 2010, representou a virada de chave em meio a esse processo de dimensões macro, levando o Catar a ser um polo global de cinema – na prática, no entanto, essa centralidade mundial assume contornos indiretos – ou seja, o país, por meio do DFI, contribui através do subsídio a produções feitas nas mais diversas regiões do planeta e da realização de eventos como workshops e festivais. Importante destacar, ainda, o papel fundamental desempenhado pela sheikha Al-Mayassa, irmã do emir do Catar, na fundação do DFI.
O fazer cinematográfico é algo bastante tardio no Catar – para se ter uma ideia, o primeiro longa-metragem catariano foi lançado apenas em 2010. Haja vista o caráter rarefeito do cinema no país, convocamos como representante do Catar na Copa do Mundo de Cinema o drama intitulado Theeb (ذيب, em árabe), do diretor Naji Abu Nowar, exibido pela primeira vez no Festival de Veneza de 2014. No filme, que se passa durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem Theeb (Jacir Eid Al-Hwietat) inicia uma perigosa jornada junto a um grupo beduíno que vaga pelo deserto. O menino passa seus dias brincando com Hussein, seu irmão mais velho, mas a vida dos viajantes muda com a chegada de um oficial do exército britânico e seu guia. Eles pedem o auxílio do grupo para localizarem um poço romano que se encontra em um perigoso território de caça.


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