Os 100 Melhores Filmes Brasileiros

Breve Análise da Lista Atualizada pela Abraccine

Por Leonardo Lima*

Nesse último sábado (09/05), a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), entidade com 15 anos de existência, divulgou uma atualização de sua lista dos 100 Melhores Filmes Brasileiros de todos os tempos. A primeira lista desse tipo organizada pela entidade foi publicada em 2016.

Nas palavras de Orlando Margarido, atual presidente da Abraccine, a lista que chega ao público agora, em 2026, revela transformações ocorridas tanto na sociedade contemporânea como no próprio perfil da instituição, que ampliou seu contingente de membros e tornou-se mais diversificada em sua composição. Segundo ele, trata-se de “uma revisão importante e necessária da nossa história do cinema”.

Uma mudança fundamental em relação à lista anterior é a de que a lista deste ano não estabelece um ranking de preferência das cem obras eleitas. Ou seja, ao invés de expor a predileção dos integrantes da Abraccine por determinadas obras, os filmes são listados meramente segundo uma ordem cronológica de lançamento, dos mais antigos aos mais recentes.

Mostraremos, mais adiante, as duas listas publicadas pela Abraccine. No entanto, para tornar mais palatável a visualização dos filmes que compõem cada uma delas, bem facilitar uma possível comparação que o(a) leitor(a) queira fazer, os mesmos serão apresentados em ordem alfabética. Além disso, destacamos em vermelho as obras que estavam na lista lançada há dez anos, mas que perderam seu lugar no Top 100 atual; por sua vez, destacadas em verde estão aquelas obras que conquistaram o prestigioso selo de melhores filmes do cinema nacional.

Carnaval Atlântida (1952), comédia musical dirigida por José Carlos Burle.

Breve Análise dos 100 Melhores segundo a Lista Atualizada em 2026

Ao todo, houve 29 (vinte e nove) mudanças quando comparamos as duas listas, o que representa uma significativa taxa de renovação. Chame-se a atenção para o aumento de 167% no número de obras dirigidas por mulheres (de modo exclusivo ou em regime de codireção com cineastas homens), saltando de seis para dezesseis filmes. Antes, apenas tínhamos a presença de diretoras como Ana Carolina (Mar de Rosas), Anna Muylaert (Que Horas Ela Volta?), Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças), Suzana Amaral (A Hora da Estrela), Daniela Thomas (Terra Estrangeira, com Walter Salles) e Kátia Lund (Cidade de Deus, com Fernando Meirelles); agora, somam-se a elas os seguintes nomes:

– Adélia Sampaio (Amor Maldito);

– Ana Carolina (Das Tripas Coração – agora com dois títulos na lista);

– Carla Camurati (Carlota Joaquina, Princesa do Brazil);

– Gilda de Abreu (O Ébrio);

– Helena Solberg (A Entrevista);

– Joana Pimenta (Mato Seco em Chamas, com Adirley Queirós);

– Juliana Rojas (As Boas Maneiras e Trabalhar Cansa, em parceria com Marco Dutra);

– Lúcia Murat (Que Bom Te Ver Viva);

– Tereza Trautman (Os Homens que Eu Tive).

Mato Seco em Chamas (2022), neowestern docuficcional dirigido por Adirley Queirós e Joana Pimenta.

Do ponto de vista étnico-racial, a relação de 2026 também traz uma maior presença de obras de cineastas negros(as), a exemplo de Adélia Sampaio (Amor Maldito), Gabriel Martins (Marte Um), Odilon Lopez (Um é Pouco, Dois é Bom) e Zózimo Bulbul (Alma no Olho).

Outro aspecto a ser destacado diz respeito à maneira como certos(as) cineastas foram preteridos ou ganharam espaço nessa atualização. Por exemplo, José Padilha viu três filmes seus saírem do top 100 (os dois Tropa de Elite e Ônibus 174). Glauber Rocha, Hector Babenco e Carlos Reichenbach também tiveram, cada um deles, a perda de dois filmes na nova lista.

Por sua vez, o pernambucano Kleber Mendonça Filho, que antes marcava presença apenas com O Som ao Redor, agora também está representado por Aquarius e o recente O Agente Secreto. Outros(as) cineastas que, igualmente, acabaram sendo mais valorizados foram Adirley Queirós, a dupla Juliana Rojas e Marco Dutra e José Carlos Burle – por sinal, este último, nascido em Pernambuco, talvez seja a maior surpresa dessa atualização ao emplacar os longas Também Somos Irmãos e Carnaval Atlântida, ambos pertencentes a uma época pouquíssimo lembrada do cinema brasileiro, as décadas de 1940 e 1950.

Por fim, deve ser ressaltado o fato de Nelson Pereira dos Santos, que manteve um total de quatro títulos entre os 100 melhores, agora constar como o cineasta cuja filmografia mais foi citada na lista, superando o baiano Glauber Rocha. Outro destaque é a chegada da primeira animação à lista, mais precisamente O Menino e o Mundo, dirigida por Alê Abreu.

A análise aqui posta é apenas um pontapé inicial no sentido de esmiuçar a natureza das mudanças sociais, inclusive no fértil campo da crítica de cinema nacional, que levaram a significativas diferenças entre as listas publicadas em 2016 e 2026. Uma pena, no entanto, que a Abraccine desta vez não tenha lançado a lista em caráter de ranking, do primeiro ao centésimo lugar, o que permitiria um maior aprofundamento analítico na comparação entre as listas.

Marte Um (2022), drama familiar dirigido pelo mineiro Gabriel Martins

Confira abaixo as duas listas. Comente mais adiante quais filmes, na sua opinião, deveriam estar (ou não estar) no top 100 de melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

Lista 2016 (ordem alfabética) Ano Cineasta
A Falecida 1965 Leon Hirszman
A Hora da Estrela 1985 Suzana Amaral
A Hora e Vez de Augusto Matraga 1965 Roberto Santos
A Idade da Terra 1980 Glauber Rocha
A Lira do Delírio 1978 Walter Lima Jr.
A Margem 1967 Ozualdo Candeias
A Marvada Carne 1985 André Klotzel
À Meia-Noite Levarei Sua Alma 1964 José Mojica Marins
A Mulher de Todos 1969 Rogério Sganzerla
Abril Despedaçado 2001 Walter Salles
Alma Corsária 1993 Carlos Reichenbach
Amarelo Manga 2002 Cláudio Assis
Anjos do Arrabalde 1987 Carlos Reichenbach
Aruanda 1960 Linduarte Noronha
Baile Perfumado 1997 Paulo Caldas e Lírio Ferreira
Bang Bang 1971 Andrea Tonacci
Bicho de Sete Cabeças 2001 Laís Bodanzky
Bla Bla Blá 1968 Andrea Tonacci
Bye Bye Brasil 1979 Cacá Diegues
Cabaret Mineiro 1980 Carlos Alberto Prates Correia
Cabra Marcado para Morrer 1984 Eduardo Coutinho
Carandiru 2003 Hector Babenco
Central do Brasil 1998 Walter Salles
Chuvas de Verão 1977 Cacá Diegues
Cidade de Deus 2002 Fernando Meirelles e Kátia Lund
Cinema, Aspirinas e Urubus 2005 Marcelo Gomes
Deus e o Diabo na Terra do Sol 1964 Glauber Rocha
Di 1977 Glauber Rocha
Dois Córregos 1999 Carlos Reichenbach
Dona Flor e Seus Dois Maridos 1976 Bruno Barreto
Edifício Master 2002 Eduardo Coutinho
Eles Não Usam Black-tie 1981 Leon Hirszman
Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver 1967 José Mojica Marins
Estômago 2007 Marcos Jorge
Filme Demência 1986 Carlos Reichenbach
Ganga Bruta 1933 Humberto Mauro
Ilha das Flores 1989 Jorge Furtado
Inocência 1983 Walter Lima Jr.
Iracema, uma Transa Amazônica 1975 Jorge Bodanzky e Orlando Senna
Jogo de Cena 2007 Eduardo Coutinho
Lavoura Arcaica 2001 Luiz Fernando Carvalho
Limite 1931 Mário Peixoto
Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia 1976 Hector Babenco
Macunaíma 1969 Joaquim Pedro de Andrade
Madame Satã 2002 Karim Aïnouz
Mar de Rosas 1977 Ana Carolina
Matou a Família e Foi ao Cinema 1969 Júlio Bressane
Memórias do Cárcere 1984 Nelson Pereira dos Santos
Meteorango Kid: Herói Intergalático 1969 André Luiz Oliveira
Meu Nome é… Tonho 1969 Ozualdo Candeias
Noite Vazia 1964 Walter Hugo Khouri
O Anjo Nasceu 1969 Júlio Bressane
O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias 2006 Cao Hamburger
O Assalto ao Trem Pagador 1962 Roberto Farias
O Auto da Compadecida 2000 Guel Arraes
O Bandido da Luz Vermelha 1968 Rogério Sganzerla
O Beijo da Mulher Aranha 1985 Hector Babenco
O Cangaceiro 1953 Lima Barreto
O Caso dos Irmãos Naves 1967 Luís Sérgio Person
O Céu de Suely 2006 Karim Aïnouz
O Despertar da Besta 1969 José Mojica Marins
O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro 1969 Glauber Rocha
O Grande Momento 1958 Roberto Santos
O Homem do Sputnik 1959 Carlos Manga
O Homem que Virou Suco 1980 João Batista de Andrade
O Invasor 2002 Beto Brant
O Lobo Atrás da Porta 2015 Fernando Coimbra
O Padre e a Moça 1965 Joaquim Pedro de Andrade
O Pagador de Promessas 1962 Anselmo Duarte
O País de São Saruê 1971 Vladimir Carvalho
O Palhaço 2011 Selton Mello
O Signo do Caos 2003 Rogério Sganzerla
O Som ao Redor 2012 Kleber Mendonça Filho
O Viajante 1999 Paulo César Saraceni
Ônibus 174 2002 José Padilha
Os Cafajestes 1962 Ruy Guerra
Os Fuzis 1964 Ruy Guerra
Os Inconfidentes 1972 Joaquim Pedro de Andrade
Os Saltimbancos Trapalhões 1981 J. B. Tanko
Pixote, a Lei do Mais Fraco 1980 Hector Babenco
Pra Frente, Brasil 1982 Roberto Farias
Que Horas Ela Volta? 2015 Anna Muylaert
Rio, 40 Graus 1955 Nelson Pereira dos Santos
Rio, Zona Norte 1957 Nelson Pereira dos Santos
Santiago 2007 João Moreira Salles
São Bernardo 1972 Leon Hirszman
São Paulo, Sociedade Anônima 1965 Luís Sérgio Person
Sargento Getúlio 1983 Hermanno Penna
Sem Essa, Aranha 1970 Rogério Sganzerla
Serras da Desordem 2006 Andrea Tonacci
Superoutro 1989 Edgard Navarro
Tatuagem 2013 Hilton Lacerda
Terra em Transe 1967 Glauber Rocha
Terra Estrangeira 1996 Walter Salles e Daniela Thomas
Toda Nudez Será Castigada 1973 Arnaldo Jabor
Todas as Mulheres do Mundo 1967 Domingos de Oliveira
Tropa de Elite 2007 José Padilha
Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro 2010 José Padilha
Tudo Bem 1978 Arnaldo Jabor
Vidas Secas 1963 Nelson Pereira dos Santos

 

Lista 2026 (ordem alfabética)
A Entrevista (1966), de Helena Solberg
A Falecida (1965), de Leon Hirszman
A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral
A Hora e Vez de Augusto Matraga (1965), de Roberto Santos
A Lira do Delírio (1978), de Walter Lima Jr.
A Margem (1967), de Ozualdo Candeias
A Marvada Carne (1985), de André Klotzel
À Meia Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins
A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla
A Mulher que Inventou o Amor (1980), de Jean Garrett
A Rainha Diaba (1974), de Antonio Carlos da Fontoura
A Velha a Fiar (1964), de Humberto Mauro
Ainda Estou Aqui (2024), de Walter Salles
Alma Corsária (1993), de Carlos Reichenbach
Alma no Olho (1973), de Zózimo Bulbul
Amor Maldito (1984), de Adélia Sampaio
Aquarius (2016), de Kleber Mendonça Filho
Arábia (2017), de Affonso Uchoa e João Dumans
Aruanda (1960), de Linduarte Noronha
As Boas Maneiras (2017), de Juliana Rojas e Marco Dutra
Baile Perfumado (1996), de Lírio Ferreira e Paulo Caldas
Bang Bang (1971), de Andrea Tonacci
Bicho de Sete Cabeças (2001), de Laís Bodanzky
Branco Sai, Preto Fica (2014), de Adirley Queirós
Bye Bye Brasil (1980), de Carlos Diegues
Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho
Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (1995), de Carla Camurati
Carnaval Atlântida (1952) de José Carlos Burle
Central do Brasil (1998), de Walter Salles
Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund
Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes
Compasso de Espera (1973), de Antunes Filho
Das Tripas Coração (1982), de Ana Carolina
Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha
Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto
Edifício Master (2002), de Eduardo Coutinho
Eles Não Usam Black-Tie (1981), de Leon Hirszman
Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967), de José Mojica Marins
Filme Demência (1986), de Carlos Reichenbach
Ganga Bruta (1933) de Humberto Mauro
lha das Flores (1989), de Jorge Furtado
Iracema, uma Transa Amazônica (1975), de Jorge Bodanzky e Orlando Senna
Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho
Lavoura Arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho
Limite (1931), de Mário Peixoto
Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1977), de Hector Babenco
Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade
Madame Satã (2002), de Karim Aïnouz
Mar de Rosas (1977), de Ana Carolina
Marte Um (2022), de Gabriel Martins
Mato Seco em Chamas (2022), de Adirley Queirós e Joana Pimenta
Matou a Família e Foi ao Cinema (1969), de Julio Bressane
Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos
Noite Vazia (1964), de Walter Hugo Khouri
O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho
O Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias
O Auto da Compadecida (2000), de Guel Arraes
O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla
O Cangaceiro (1953) de Lima Barreto
O Caso dos Irmãos Naves (1967), de Luiz Sergio Person
O Céu de Suely (2006), de Karim Aïnouz
O Despertar da Besta (Ritual dos Sádicos) (1970), de José Mojica Marins
O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha
O Ébrio (1946) de Gilda de Abreu
O Grande Momento (1958) de Roberto Santos
O Homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga
O Homem que Virou Suco (1980), de João Batista de Andrade
O Menino e o Mundo (2013), de Alê Abreu
O Menino e o Vento (1967), de Carlos Hugo Christensen
O Padre e a Moça (1966), de Joaquim Pedro de Andrade
O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte
O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho
Onda Nova (1983), de Ícaro Martins e José Antonio Garcia
Os Cafajestes (1962), de Ruy Guerra
Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra
Os Homens que Eu Tive (1973), de Tereza Trautman
Os Saltimbancos Trapalhões (1981), de J.B. Tanko
Pixote, a Lei do Mais Fraco (1980), de Hector Babenco
Porto das Caixas (1962), de Paulo Cezar Saraceni
Pra Frente Brasil (1982), de Roberto Farias
Que Bom Te Ver Viva (1989), de Lúcia Murat
Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert
Rio, 40 Graus (1955) de Nelson Pereira dos Santos
Rio, Zona Norte (1957) de Nelson Pereira dos Santos
São Bernardo (1972), de Leon Hirszman
Saneamento Básico, o Filme (2007), de Jorge Furtado
Santiago (2007), de João Moreira Salles
São Paulo Sociedade Anônima (1965), de Luiz Sergio Person
Sem Essa, Aranha (1970), de Rogério Sganzerla
Serras da Desordem (2006), de Andrea Tonacci
Superoutro (1989), de Edgard Navarro
Também Somos Irmãos (1949) de José Carlos Burle
Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha
Terra Estrangeira (1995), de Daniela Thomas e Walter Salles
Toda Nudez Será Castigada (1972), de Arnaldo Jabor
Todas as Mulheres do Mundo (1966), de Domingos de Oliveira
Trabalhar Cansa (2011), de Juliana Rojas e Marco Dutra
Tudo Bem (1978), de Arnaldo Jabor
Um é Pouco, Dois é Bom (1970), de Odilon Lopez
Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos

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*Recifense, 41 anos, sociólogo, aliado do feminismo e das causas indígena e LGBTQIAPN+, antirracista e torcedor do Santa Cruz. Crítico de cinema, sou dono da página Cine Mulholland (@cinemulholland) e escrevo para os sites TemQueVer Cinema e Club do Filme.

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2 comentários em “Os 100 Melhores Filmes Brasileiros”

  1. Sempre vai faltar algum filme, da mesma forma que sempre vai ter uma inclusão controversa. Penso que talvez o mais notável seja a ausência ou pouca presença de filmes de gênero como terror, musical e pornochanchada, mas pelo menos desta vez incluíram uma animação, ainda que solitária. Talvez fosse interessante estender a lista para 200 essenciais e também explicar os critérios de escolha.

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  2. Concordo muito com você, Paola. O cinema de gênero continua sendo pouco prestigiado no Brasil – apenas o José Mojica fura a bolha (em parte graças à força de sua persona, Zé do Caixão. Um bom exemplo é a ausência de Sinfonia da Necrópole, o meu favorito da Juliana Rojas. O fato de a lista não estar rankeada também considero problemático, pois dá uma sensação de pouca transparência.

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