Por Álvaro Nicotti*
A Copa do Mundo e as Olimpíadas são eventos esportivos mundiais que, historicamente, interrompem guerras, promovem a confraternização entre os povos e proporcionam momentos de paz, inclusive propondo um fair play entre nações envolvidas em disputas geopolíticas.
Esta Copa do Mundo de 2026 já é um sucesso pelo formato e pelos grandes confrontos entre excelentes seleções.
Mas também é a primeira Copa do Mundo em que uma nação participante é prejudicada e desrespeitada pelo país anfitrião. Os Estados Unidos, principalmente em relação ao Irã, abriram um precedente grave. Obrigar uma seleção a jogar em território norte-americano e retornar imediatamente ao México é um desrespeito. Submeter jogadores e integrantes da delegação a revistas e interrogatórios também é.
É a primeira vez na história que um país-sede adota esse tipo de tratamento contra uma seleção participante por conta de divergências no campo geopolítico.
Se a guerra em andamento é tão séria a ponto de comprometer a realização do torneio, então a Copa do Mundo não deveria ter sido disputada, como ocorreu em 1942 e 1946 em razão da Segunda Guerra Mundial.
Na minha opinião, os Estados Unidos deveriam ser punidos e impedidos de sediar outra Copa do Mundo por um longo período.
*Professor, pesquisador e editor do TemQueVer
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